Minha Transição capilar |#AmandoMeuCrespo – Parte 2

Oi genteee! Tudo bem? Espero que sim!

Então, tô de volta pra terminar o post sobre minha transição capilar, eu espero que estejam gostando/se identificando. Estou bolando esse post (na mente) faz um tempão, tentando lembrar de tudo e dos motivos que me fizeram tomar essa decisão e não desistir. Nesse post vou contar a parte da história que eu mais gosto , O DIA DO BC \O/, que hoje está fazendo UM ANO!!! Passou tão rápido! Se você ainda não leu o post anterior clique aqui pra não perder nem uma parte. Então chega de balela, vamos lá!

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Quando tirei as tranças (mais ou menos 1 mês depois) meu cabelo estava bem frágil e adivinhem: Muito quebrado! – Não por causa das tranças, mas porque eu ficava cortando as partes de cabelo alisadas que saiam da trança e quando tirei estava cada mecha de um tamanho diferente (eu estou rindo muito só de lembrar, mas no dia eu chorei kkkk). Então, lá fui eu fazer o tão temido e ao mesmo tempo esperado BC (Big Chop – Grande Corte em português) – Que é o corte que fazemos para retirar toda a parte do cabelo com química. Exatamente no dia 8/02/2015. Fui eu mesma quem cortou. Não chorei e nem sei descrever  qual foi meu sentimento naquele momento, na verdade estava satisfeita, porque todo aquele sacrifício para disfarçar as duas texturas no cabelo chegaria ao fim e também curiosa para saber como era meu cabelo de verdade, pois eu nem lembrava mais  (rs).

Quando acabei de cortar realmente me surpreendi porque ele estava MUITO curto,  fiquei um tempo parada na frente do espelho refletindo, até que caiu a ficha de que A TRASIÇÃO TINHA CHEGADO AO FIM e já fui logo fazer uma hidratação e cuidar dele para que crescesse lindo e saudável.

 Fiquei 2 meses só cuidando dos meus cachinhos e em maio de 2015 coloquei tranças novamente. Gostei ainda mais do resultado, com um outro tipo de cabelo sintético e com certeza quero colocar mais vezes, sério, eu amei!

Tirei as tranças em julho, já estava a 2 meses com elas e estava agoniada porque queria cuidar do meu cabelo (com as tranças não era possível fazer hidratação e tal,  lavava com shampoo e só!). Quando tirei o meu cabelo já estava um pouquinho maior e de lá pra cá é só love.

Me sinto cada dia mais livre, mais linda, MAIS EU! Claro que não foi fácil passar por todo esse processo, ouvir críticas e comentários maldosos não é legal, mas a vontade de mudar, de conhecer meu cabelo, de me amar do jeito que Deus me fez foi muito maior, e claro, teve muito mais gente que me apoiou do que criticou e isso foi essencial!

Hoje estou muito feliz com meu cabelo, confesso que já pensei em alisar novamente, pela praticidade do cabelo liso, mas gente,  descobri tantas outras formas de tornar o cabelo afro/crespo/cacheado mais prático sem alterar sua estrutura, como com as tranças, que na verdade não quero que meu cabelo veja alguma química que altere sua estrutura tão cedo! Festejo cada centímetro que ele cresce e #VaiTerVolumeSIM

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Então essa é minha história com meu cabelo, pessoal! E seja com cabelo crespo, ondulado, liso, cacheado, alisado, o importante é se sentir bem,  se aceitar e ser feliz do jeito que quiser. Somos livres!!

Beijuuu, e até a próxima ❤

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Minha Transição Capilar | #AmandoMeuCrespo – Parte 1

Oi genteee!

Hoje vim contar pra vocês como foi a minha Transição Capilar, todo o processo de assumir meu cabelo crespo e tal!

Bom, comecei a passar química no meu cabelo com mais ou menos 8 anos, sim, muito cedo! Quando entrei no ensino fundamental 1, acordava muito cedo e não conseguia arrumar o cabelo sozinha, fiquei um tempo usando tranças rastafari mas enjoei, então, para facilitar o penteado e tudo mais, minha mãe resolveu fazer relaxamento. Eu já queria porque via minha mãe, tias e primas alisando os cabelos e queria que o meu ficasse igual. Com a raiz do cabelo alisada achei bem mais fácil de cuidar, apesar de ter que retocar a raiz de três em três meses (mas nem sempre nesse tempo certinho). Ficava enchendo o saco da minha mãe para me dar dinheiro e assim ir no salão.

Até os meus 12 anos o usava molhado, sempre preso num rabo de cavalo. Com 13 anos aprendi a escovar  o cabelo sozinha e comecei a usá-lo só escovado – lavava uma vez por semana, fazia hidratação com um creme qualquer, escovava, passava  chapinha e passava a semana toda. Então surgiu a progressiva e eu já quis logo fazer, mas minha cabeleireira dizia sempre que não, pois ia estragar meu cabelo, ia quebrar, então, eu teimosa, fui em outra cabeleireira e ela fez. A princípio eu amei, ficou lisinho e macio. Fiz mais uma vez.  Tentei fazer mais uma vez, logo depois de fazer o relaxamento e meu coro cabeludo não aguentou, ardeu na hora. O cabelo começou a ficar bem quebradiço e sem vida. Decidi não fazer mais progressiva, ficar só com o relaxamento e até então me sentia bem com meu cabelo.

No comecinho de 2014 comecei a ficar insatisfeita  com a mesmice, só alisado, não podia passar uma tinta, mudar nada porque ele não aguentaria duas químicas e cortar nem pensar, já estava muito curto (ahaha, mal sabia eu). Nesse tempo eu já acompanhava algumas blogueiras e youtubers e comecei a pesquisar sobre cabelo cacheado e crespo, como recuperar meu cabelo natural e tal – achei bastante coisa legal. Mesmo com vontade de assumir meu crespo, mudar e ter um visual autêntico,  cheguei ainda a fazer relaxamento uma vez, em Maio de 2014 – foi a última vez que passei química no meu cabelo.

Bom, fiz relaxamento em maio e fiquei escovando e passando chapinha toda semana. Em agosto já precisava retocar a raiz, mas eu não tinha dinheiro (por isso digo que eu não escolhi a transição, ela quem me escolheu kkkkkkk), então pensei: Essa é a hora, vou começar a “transição capilar”. Depois de pesquisar muito, pensar muito, resolvi parar de fazer escova, passar chapinha e iniciar por todo o processo de transição, isso foi em Setembro de 2014.

 

Pesquisando mais sobre transição capilar conheci as box braids – que é tipo um “mega hair de tranças” feito com cabelo sintético ( mas esse é um assunto para um outro post). Em janeiro de 2015 resolvi experimentar e coloquei, porque não estava aguentando mais aquele cabelo com duas texturas ( a raiz crespa e as pontas alisadas/esticadas) e já estava bem curto. Comprei o cabelo sintético e minha prima fez pra mim. Adorei o resultado! (saudade tranças)

 

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 O post continua! Para não ficar muito grande, resolvi dividir em 2 posts. Fiquem ligados, o próximo sai amanhã!!!!

Beijuuu ❤